segunda-feira, 4 de abril de 2011

Trabalho x ócio

Esses dias, por motivos de força maior, me peguei pensando sobre o fato de ter que trabalhar. Pra muitos, ter que trabalhar é um esforço cruel. Algo que robotiza a rotina do ser humano e anula todo um leque de possíveis atividades durante o dia. Isso tem seu fundo de verdade.. mas a verdade é que o ócio também não é das melhores coisas.

Sem o trabalho, o ócio torna-se uma verdadeira fonte de depressão e de problemas. Problemas nas coisas mais ínfimas do dia a dia. Enquanto o trabalhador tem que trabalhar e distrair a mente com uma atividade obrigatória, quem vive no ócio não tem nada além de trabalhar a mente nos problemas - e, quando você vê, só tem problemas em uma vida cheia de ócio!

A verdade é que o trabalho seria ótimo se fosse exercido de uma forma equilibrada em nossas vidas. Não em período integral, mas em um horário onde possamos integrar outras atividades igualmente importantes na vida, como atividades físicas, cuidados com a casa, solução de pendências comerciais, etc etc. Eu adoro trabalhar. Me envolver em algo útil, em equipe. Mas não me ponha para trabalhar todos os dias o dia inteiro que eu começo a me sentir um robô da Matrix... sem sentimento, sem família e sem hobbys. É incrível como lá fora você encontra empregos de 2, 3 4 dias por semana, e aqui você não encontra nem meio período.. tá na hora de repensar nossas relações de trabalho, né não?

E tem coisa melhor que um feriado em meio a um dia de trabalho? aaaaaaaahhhhhhhhhhh!
C'es La Vie!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Outdoor Machista na BR020 (anúncio da rede Playtime)

Não acreditei quando, a caminho de casa, me deparei com um outdoor do tamanho do mundo, de frente pra via, com uma réplica dessa imagem (veja a imagem aqui ).

Em pleno século XXI, com toda a discussão acima da igualdade entre os sexos, dos direitos da mulher e da exploração da imagem sexual da mulher como forma publicitária, o Playtime, em uma total falta de respeito a qualquer parte sobre essa discussão, em uma abordagem apelativa e machista, me põe um outdoor desse naipe que vocês estão vendo.. (alô?). 

Vou pular maiores explicações e somente colar o que eu já enviei para órgãos competentes solicitando providências cabíveis.

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Segue o e-mail enviado à Corregedoria do MPDFT:

Gostaria de apresentar uma reclamação à esta instituição sobre minha denúncia de outdoor extremamente ofensivo à imagem e integridade da mulher, localizado na BR020 (subida do Colorado), em frente ao Motel Playtime. Trata-se de uma réplica da imagem exposta no site: http://www.playtimefc.com.br


Infelizmente, a Promotora de Justiça Luisa de Marillac considera que essa é a cultura de todos os brasileiros, quando na verdade não é. Aliás, isso pode ser percebido pelo link MURAL DE RECADOS, existente no mesmo link, onde várias mulheres, e até homens, comentam o infeliz enfoque inusitado publicitário do outdoor.
Me sinto ofendida e excluída quanto à esse entendimento, sendo a imagem da mulher tão vulgarizada e defendida, dessa forma, por uma instituição que deveria zelar pela igualdade entre os sexos e combater a exploração da imagem sexual da mulher como forma publicitária. Me assusta ainda, essa sentença ter sido expedida por uma representante do sexo feminino.

O outdoor não mostra apenas mulheres de biquinis, como argumenta ingenuamente a promotora, ele expõe de forma violenta e despreendida de qualquer outra situação (a não ser sexual) as nádegas das mulheres.


Aliás, se fosse feita uma consulta popular com as mulheres que transitam em frente ao outdoor, a promotora veria o quanto isso agride a integridade dessas mulheres. Uma mensagem explicitamente sexual e ofensiva. Não é a toa que nosso país é visto como uma região de prostituição.
Segue a resposta que me foi enviada pelo MPDFT:


"Em atenção a denúncia encaminhada a Ouvidoria do Ministério Publico do Distrito Federal e Territórios que informa veiculação de imagens pelo grupo Playtime que podem ser consideradas ofensivas à moral e aos bons costumes ,  informamos que o caso já foi objeto de Procedimento Interno nesta Promotoria de Justiça de Defesa da Infância e da Juventude e foi arquivado tendo em vista determinação da Promotora de Justiça Luisa de Marillac nos seguintes termos: "Trata-se de imagens de mulheres vestidas com binquínis, frequentes em praias brasileiras e programas televisivos, de livre acesso a qualquer pessoa, inclusive crianças e adolescentes, sendo descartada, portanto, sua pejudicialidade. Diante do exposto, não foram encontrados indícios bastantes caracterizadores de violação de direitos de crianças ou adolescentes. Dessa forma não havendo medidas judiciais nem extrajudiciais cabíveis no presente caso, determino o arquivamento dos autos."
Att.
Renata Aguiar
Chefe dos Feitos Cíveis/PDIJ

Gostaria, portanto, de reiterar minha denúncia e minha decepção com o andamento desta e, ainda solicitar providências cabíveis quanto à isso, se cabíveis.

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Bom, a verdade é que estou de saco cheio da cultura machista e opressora do Brasil. E acho que, se as mulheres em geral passassem a reclamar mais sobre isso, não estaríamos nesse nível. Digo, os namorados e maridos não diram para você: olha, que lindo o corpo do fulano nu hein? Mas as mulheres acham que falar de playboy e entrar na onda do 'bundamusic'  vai dar um ar de mulher moderna e liberal.. no fundo isso pra mim é ser burra e conformista.

Eu tenho amor próprio suficiente pra achar esse tipo de coisa bem ridícula. e degradante..

Bom, a luta continua... !

terça-feira, 13 de abril de 2010

Religião x Materialismo

Em uma tarde fria e rotineira, liguei a TV para confraternizar com o meu ócio, enquanto fazia uma pausa aos estudos do concurso.

Dentre as atrações 'mui interessantes' da TV a Cabo, estava passando o filme da história de Bezerra de Menezes - figura muito conhecida entre espíritas e religiosos. Diz a lenda que, até hoje, o espírito de Bezerra lidera trabalhos de cura pelo Brazil afora.

Me chamou muita atenção um trecho do filme onde ele foi convidado por um materialista a fazer uma discussão pública sobre o espiritismo e o materialismo. Resolvi transcrever esse trecho, pois não não demanda maiores explicações:

"Conta-se que Bezerra de Menezes orientava, no Rio, uma reunião de estudos espíritas, com a palavra livre, para todos os participantes, quando, após comentários diversos, perguntou se mais alguém desejava usar a palavra com relação aos temas da noite. Foi então, que renomado materialista seu amigo pessoal lhe dirigiu veemente provocação:

Bezerra, continuo ateu e, não só por meus colegas mas também por mim, venho convidá-lo para um debate público, a fim de provarmos a indestrutibilidade do Materialismo contra as pretensões do Espiritismo. 

E previno a você que o Materialismo já levantou extensa lista de médiuns fraudulentos; de chamados sensitivos que reconheceram seus próprios erros e desertaram das fileiras espíritas; dos que largaram em tempo o suposto desenvolvimento das forças psíquicas e fizeram declarações, quanto à s mentiras piedosas de que se viram envoltos; dos ilusionistas que operam em nome de poderes imaginários da mente; nomes de experimentadores que demonstraram inexistência da comunicação com os mortos; dos observadores desencarnados de qualquer testemunhos da sobrevivência; e, dos estudiosos ludibriados por vasta súcia de espertalhões. 

Esperamos que você e os espíritas aceitem o repto, o desafio.


     Bezerra concentrou-se em prece alguns instantes, e, em seguida, respondeu, aliando energia e brandura: “Aceitamos o desafio, mas traga também ao debate aqueles que o Materialismo tenha socorrido no mundo; os malfeitores que ele tenha regenerado para a dignidade humana; os infelizes aos quais haja devolvido o ânimo de viver; os doentes da alma que tenha arrebatado às fronteiras da loucura; as vítimas de tentações escabrosas que haja restituído a paz do coração; as mulheres infortunadas que terá arrancado do desequilíbrio; os irmã os desditosos de quem a morte roubou os entes mais caros, a cujo sentimento enregelado na dor terá estendido o calor da esperança; as viúvas e os órfãos cujas energias terá escorado para não desfalecerem de saudades, ante as cinzas do túmulo; os caluniados aos quais terá ensinado o perdão das afrontas; os que foram prejudicados por atos de selvageria social mascarados de legalidade, a quem haverá proporcionado sustentação para que olvidem os ultrajes recebidos; os acusados injustamente, de cujo espírito rebelado terá subtraí do o fel da revolta, substituindo-o pelo bálsamo da tolerância;os companheiros da Humanidade que vieram do berço cegos ou mutilados, enfermos ou paralíticos, aos quais terá tranqüilizado com os princípios da justiça; os pais incompreendidos a quem deu forças e compreensão para abençoarem os filhos ingratos e os filhos abandonados por aqueles mesmos que lhe deram a existência, aos quais auxiliou para continuarem honrando e amando os pais insensíveis que os atiraram em desprezo e desvalimento; os tristes que haja imunizado contra o suicídio; os que foram perseguidos sem causa aparente, cujo pranto terá enxugado nas longas noites de solidão e vigília, afastando-os da vingança e da criminalidade; os caídos de todas as procedências, a cujo martírio tenha ofertado apoio para que se levantem...

     Nesse ponto da resposta, o velho lidador fez uma pausa, limpou as lágrimas que lhe deslizavam no rosto e terminou: “Ah! Meu amigo, meu amigo... Se vocês puderem trazer um só desventurado do mundo, a quem o Materialismo terá dado socorro moral para que se liberte do cipoal do sofrimento, nós, os espíritas, aceitaremos o repto.

     Profundo silêncio caiu na pequena assembléia, e, porque o autor da proposição baixasse a cabeça, Bezerra em prece comovente, agradeceu a Deus as bênçãos da fé e encerrou a sessão."

Trecho retirado de: http://www.cetj.org.br/home1/picofday.php?pic=17

Bom, vejo muitas pessoas que, por não verem sentido algum na igreja tradicional, se dizem atéias. Fato é que não existe apenas uma forma de encarar a religião, e Deus não existe apenas na igreja católica ou evangélica. Deus faz parte de você, e de como você encara a sua existência.

Refletindo sobre o trecho do inteligentíssimo Dr. Bezerra, me pergunto: por mais que não saibamos a verdade, biologicamente falando, não será a religiosidade parte importante para a sobrevivência e boa vivência do animal ser humano, para a auto-satisfação e realização plena? Eu já tenho a minha resposta.. e vocês, o que pensam a respeito?

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Sobre o ato de dirigir...

Há muito tempo venho pensando sobre os motoristas em Brasília. Dirijo há 10 anos. E, de uns tempos pra cá, talvez com o aumento de pessoas na capital, o trânsito já não é o mesmo...

Fico pensando no que há de errado com as pessoas. O que há de errado?

Todos os dias (eu disse TODOS os dias) passo por, pelo menos, 5 barbeiragens de alguéns nas ruas. O velhinho que muda de faixa sim-ples-men-te sem olhar (retrovisor, oi?). O drogado, bêbado, maluco que quase leva o seu capô pra entrar na sua frente..

Mas o cúmulo da barbeiragem humana é o que corta a pista ao seu lado e, de repente, resolve que quer virar para o seu lado, e mete uma virada 90º pra cima de você - ele vai entrar com o carro na sua porta, acredite! Não há nem nada a ser feito... acelera e reza pro cálculo ser a seu favor!

Ainda tem o desesperado, cuja vida não vale 1 centavo, que avança o sinal vermelho a todo vapor enquanto outros carros estão cortando a pista...

Tem também aquele que literalmente 'fecha a rua' em busca de vaga. O cara tá lá.. numa boa.. não trabalha mesmo!. Ele tá lá, na comercial, andando devagarzinho... encostar o carro mais no canto pra quê? Ele comprou a rua mesmo!.. Nem a seta ele dá.. e todos aguardam pacientemente atrás, sem entender a intenção do 'dono da rua', enquanto ele olha pras vagas, pros carros... e fala alegremente ao telefone celular.. provavelmente sobre a sua ignóbil vida.

Mas, o que muitos brazilienses já sabem é que aqui não podemos dar a seta para mudar de faixa. Aqui a regra é ao contrário - NÃO dê a seta, se você quer entrar!. Se você der a seta avisando que quer entrar, o carro na outra faixa automaticamente acelera para impedir tal ato, no extremo da irracionalidade, como um animal possuído se defendendo do invisível!

Uma situação que demonstra claramente o complexo de inferioridade das pessoas.. como se o ato de não deixar entrar transmitisse uma ordem de autoridade, superioridade - eu, vossa excelência aqui, sem motivo algum, simplesmente não deixo você entrar, porque sou uma entidade divina superior! Coisas da falta de educação do povo brasileiro...

Afinal, o que está por trás das atitudes barbeiras dessas pessoas alienadas?